Parece título de filme. E cá pra nós, não tá longe disso.
O problema é desconfiar que o protagonista – dado a beijar escudos – está forçando um triângulo amoroso, numa comédia romântica onde o Palmeiras é o bobo da corte.
Quando é que jogador brasileiro vai aprender que contrato assinado é compromisso assumido? O cara discute dias, semanas, meses a fio prazos e valores astronômicos, assina o documento e depois quer rasgar tudo e chantagear o clube?
É isso, seu Kleber?
Não dá pra acusar conclusivamente o jogador de que forjou a lesão que o tirou do terceiro jogo seguido do Palmeiras e impediria uma transferência. Mas não é leviano se basear em diagnóstico dos médicos, que atestam não haver lesão alguma no atacante.
Ficou muito esquisito.
O jogador tem proposta de outro clube? Ótimo. Pede aumento, tenta se valorizar e ganha cartaz internamente. Mas o Palmeiras é OBRIGADO a lhe dar o reajuste? Não, óbvio que não.
Mil vezes não.
Mais que isso: pelo cenário criado, se havia alguma chance de ganhar o tal aumento, acho que Kleber tratou de eliminá-la. Pior, vai acabar perdendo dinheiro, com multas e sabe-se lá quais sanções previstas em contrato.
Já o Flamengo tem mais é que abrir muito o olho e ao menos desconfiar de que, se contratar o jogador, um dia pode ser ele a vítima da chantagem.
Expediente que o Palmeiras está certíssimo em não aceitar. Um contrato pressupõe deveres e direitos dos dois lados. Se o clube cumpre com eles, tem que exigir a contra-partida. Simples assim.
Quer sair? Pague-se a multa que rompe o contrato. Alguém vai pagar o que tá escrito? Vai? Ótimo, tchau e bênção. Não vai? Nada feito, ponto final.
Qual é a parte difícil de entender?
http://globoesporte.globo.com/platb/ilanhouse/2011/07/11/acabou-o-amor/
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