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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Torcida do Botafogo não paga SEEDORF


Seedorf merece mais 


Nem mesmo a contratação do ótimo meia holandês Clarence Seedorf fez o Botafogo trazer seu torcedor ao Engenhão nos jogos do Campeonato Brasileiro.
Apesar da declaração “quem vai pagar a contratação do Seedorf é a minha torcida”, do cartola Maurício Assunção, o aumento de 39,5% no valor do ingresso despencou a média de público em 25,9% no estádio alvinegro.
Segundo estudo da Stochos Sports & Entertainment (empresa especializada em marketing e consultoria esportiva), o ingresso médio botafoguense subiu de R$22,54 para R$31,44 e o público médio caiu de 13.564 torcedores para 10.050.
O faturamento até aumentou, mas em insuficientes R$ 10.302,99 (3,4%), muito pouco para o tamanho da solitária estrela do Glorioso.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Romário ataca novamente. Agora, os jornalistas Márcio Guedes e Juca Kfouri são os alvos da vez

O político Romário anda de mal com os profissionais ligados ao esporte. Primeiro, o ex-jogador e que andou brincando de comentarista na Record atacou o técnico Mano Menezes pela perda do ouro olímpico. Agora, resolveu voltar-se contra jornalistas. No caso, Márcio Guedes e Juca Kfouri, integrantes da mesa redonda "Linha de Passe", do canal fechado ESPN Brasil.
 

 "Meu caro Juca kfouri, presenciei ontem suas palavras no programa do qual você faz parte e ouvi exatamente tudo aquilo que foi dito por você, que é uma pessoa muito competente, profissional, capaz e que tenho um respeito muito grande. Há uma diferença muito grande de você achar que eu não fiz mil gols e de eu realmente não ter feito. Todos os meus gols são catalogados e provados por meio de imagens, súmulas e depoimentos por meio de pessoas q jogaram comigo, treinadores, alguns diretores e adversários. Pra não ser muito prolixo, respeito a tua opinião, mas ela pra mim não serve de nada. Eu fiz os mil gols e não vai ser a sua opinião que vai mudar isso. Com todo respeito que eu tenho a você", escreveu o deputado federal na rede social Twitter.  

"Em relação ao seu colega de programa Márcio Guedes, este já é uma pessoa sem credibilidade, sempre foi e continuará sendo, porque na verdade é um maria vai com as outras, um em cima do muro que não tem personalidade e olha que sou de respeitar opiniões, mas essa sua, discordo 100%. To escrevendo isso depois de ter ligado pra você essa manhã. Como você tem seu espaço e na minha opinião falou o que não deveria, eu tenho o meu, e falo o que eu devo. Um abraço, bom dia!", acrescentou em nova sequência de mensagens no microblog.

A reação de Romário se deveu a comentários dos debatedores do programa da ESPN Brasil sobre atletas brasileiros em busca da marca de mil gols na carreira. Juca chegou a dizer em dado momento no debate da mesa redonda que só Pelé havia realmente marcado mais de mil gols como profissional. Isso porque, na conta do baixinho, ele considera gols feitos quando ainda nem jogava no time de cima do Vasco. Márcio, por sua vez, botafoguense doente que é, chegou a comparar a tentativa de Túlio Maravilha na busca pela marca de mil gols, bem na linha "se Romário pode, Túlio também tem esse direito", embora, como o próprio Romário diz, ele tem uma lista devidamente documentada com seus mil gols, o que não ocorre com o centroavante botafoguense, argumento usado no programa pelo colega Paulo Vinicius Coelho, o PVC, para diferenciar Romário de Túlio. http://br.esportes.yahoo.com/blogs/tv-esporte/rom%C3%A1rio-ataca-novamente-agora-os-jornalistas-m%C3%A1rcio-guedes-135318833.html

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Jornalista Juca Kfouri elogia político do PSOL e é acionado pelo PSDB


 http://portal.comunique-se.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68901:juca-kfouri-entrevista-e-elogia-politico-do-psol-e-e-acionado-pelo-psdb&catid=28:carreira&Itemid=20

 Jacqueline Patrocinio

O jornalista Juca Kfouri publicou em seu blog, no UOL, que foi procurado pelo PSDB do Rio de Janeiro por causa da entrevista que fez com o candidato do PSOL à prefeitura carioca, Marcelo Freixo.
Marcelo Freixo e Juca Kfouri durante programa da ESPN
(Imagem: Reprodução/ESPN)
Segundo Kfouri, entraram em contato com ele para exigir que o candidato tucano Otávio Leite também seja recebido no programa ‘Juca Entrevista’, da ESPN. Sem sucesso, Leite o acionou pela Lei Eleitoral.

A entrevista com Freixo foi exibida no dia 7 de abril, antes do período eleitoral. No encontro, ele afirmou que o Pan de 2007 não deixou legado, denunciou o descaso com o patrimônio cultural carioca e também falou de seu trabalho à frente da CPI das Milícias.

Na ocasião, o jornalista manifestou entusiasmo com o discurso de Freixo e acredita que por isso foi procurado por Leite. “Foi uma evidente manifestação pessoal, de alguém que nem sequer eleitor no Rio é, num programa de TV esportiva e fechada. São os tucanos bicando a liberdade de manifestação e opinião”, argumentou Kfouri.


domingo, 3 de julho de 2011

Corinthians, o único


http://blogdojuca.uol.com.br/2011/06/corinthians-o-unico/

Quando ganha, quando perde e até nos triunfos dos rivais, o alvinegro mostra ser clube único

ÚNICO INVICTO entre os paulistas neste Campeonato Brasileiro; único time a derrotar, e golear, o líder São Paulo até aqui; único a jamais ter feito a festa que os santistas fazem pela terceira vez, assim como os tricolores já fizeram outras três e os palmeirenses ao menos uma; este é o Corinthians, único também entre os grandes de São Paulo sem casa própria.
E foi no Pacaembu, na casa que virou sua sem sê- -la, que o Timão se aproveitou dos desfalques são-paulinos e o venceu sem dificuldades depois que o tricolor ficou com dez em campo, ainda no primeiro tempo.
Os 5 a 0 foram a exata tradução da superioridade alvinegra, coroada com olé e uma infinidade de bolas entre as pernas.
Pois o Corinthians é tão grande, e aparentemente tão mais importante que os rivais, embora não possa concorrer com nenhum deles na relevância dos troféus conquistados, que impressiona como nenhum de seus adversários festeje coisa alguma sem fazer questão de lembrá-lo.
Se é ainda polêmica a tese freudiana sobre a inveja que a mulher teria do pênis, parece indiscutíveis os ciúmes que o tamanho da torcida corintiana desperta em seus concorrentes.
Porque não há outra explicação para as inúmeras agressões à nação corintiana em meio aos mais que justificados festejos praianos, assim como acontece quando a festa é alviverde ou tricolor – ou até mesmo rubro-negra e colorada (de norte a sul).
Se é raro que o Corinthians tenha uma direção que chame a atenção por suas qualidades, como na época dourada da “Democracia Corinthiana”, é frequente que se vejam apontados entre os defeitos do seu comando os mesmos que se apresentam nos demais clubes.
E se o Corinthians não é o único dos grandes paulistas a conhecer a segunda divisão, só ele ganhou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa, apesar de também apenas ele ter o título contestado.
Quem sabe um dia o Corinthians seja visto como mais um, depois de ganhar sua Libertadores e inaugurar o seu estádio, sobre o qual, com razão, pairam as mesmas críticas que um dia recaíram sobre o Morumbi, justa ou injustamente.
Porque imaginar o Corinthians com torcida menor do que alguém em São Paulo é perda de tempo, o que deixa um único caminho aos rivais: o de se dar conta de que se nem festa são capazes de fazer sem lembrar a existência corintiana é porque importante mesmo é quem é sempre lembrado.
(Coluna publicada na “Folha de S.Paulo de ontem e excepcionalmente aqui publicada).

por Juca Kfouri às 12:05

SÃO PAULO - O maior clube do Brasil


JUCA KFOURI
COLUNISTA DA FOLHA

O São Paulo é agora o clube mais vitorioso do futebol pentacampeão mundial.
Ao ganhar o tri, superou até mesmo o Santos de Pelé.
Até ontem, quando ambos eram bicampeões mundiais, a diferença estava exatamente no Rei do futebol, o que não é pouco.

Mas a nova conquista tricolor dá inegável vantagem ao ainda jovem clube do Morumbi.
Em 70 e poucos anos de vida, ninguém ganhou mais do que o São Paulo F.C.
E, se não teve um Pelé, embora tenha tido Leônidas da Silva, o tricolor consagrou o mais simbólico de todos os inesquecíveis goleiros cujos nomes são associados automaticamente a um clube.

Nem é preciso dizer que se trata de Rogério Ceni, que ontem viveu uma noite de sonhos, daquelas que, depois de vividas, podem encerrar uma carreira, uma vida até. E que vida.
Porque, se foi o Mineiro (que é gaúcho de Porto Alegre) que entrou entre os grandalhões para fazer o gol do trítulo (perdão) -e que gol, sô!, uai!, bah, tchê!-, o outro maior responsável pela conquista tratou de defender três bolas impossíveis, a primeira na cobrança perfeita batida pelo imbatível e batido Gerrard, cracaço.

O paranaense (de Pato Branco) Rogério não precisa fazer mais nada para ter seu lugar como Raí, como Telê Santana, como poucos.

Com 20 títulos estaduais, a melhor média entre todos os clubes paulistas, três brasileiros, três Libertadores e três Mundiais, não há como negar o óbvio, nem no botequim freqüentado pelos mais fanáticos adversários do São Paulo. Não tem para ninguém.
Essencial a firme, sensata, discreta e eficaz condução de Paulo Autuori, assim como é evidente que, com pequenos intervalos excepcionais, as diretorias do São Paulo têm se distinguido da incompetência generalizada que caracteriza a nossa cartolagem.
Pois de Lugano ao tri Mundial, Marcelo Portugal Gouvêa, o único presidente de clube que não votou pela reeleição do eterno manda-chuva da CBF, também merece ser louvado.
Mas, como sempre, os maiores méritos são dos atletas. E na vitória sobre o Liverpool alguns se destacaram mesmo, ou por causa do natural sufoco sofrido no segundo tempo da final.
Rogério, Lugano -que não é um novo Dario Pereyra porque é Diego Lugano e basta-, Mineiro, Josué, Danilo, Aloísio (que passe para Mineiro!) e Amoroso foram os grandes nomes desta curta e impagável epopéia.

O São Paulo se deu maravilhosamente bem de novo onde, depois dele em 1993, o Grêmio (em 1995), o Cruzeiro (em 1997), o Vasco (em 1998) e o Palmeiras (em 1999) fracassaram.
E que nunca mais se diga que os europeus ligam pouco para o Mundial. Podem ligar de maneira diferente, de fato, mas o desespero que os Vermelhos mostraram a cada chance conjurada e a tristeza no final do jogo são suficientes para pôr as coisas em seus devidos lugares. Finalmente, parabéns à arbitragem mexicana, perto da perfeição.

http://blogdojuca.uol.com.br/
por Juca Kfouri às 17:17