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sexta-feira, 8 de março de 2013

Goleiro Bruno é condenado a 22 anos e três meses por mandar matar Eliza; Dayanne é absolvida


Dois anos e nove meses após a trama que resultou na execução da modelo Eliza Samudio, o goleiro Bruno Fernandes de Souza, de 28 anos, foi condenado como mandante do assassinato de sua ex-amante a  22 anos e três meses de prisão. Os jurados condenaram o atleta por todos os crimes pelos quais foi indiciado. Da pena ao qual foi sentenciado, o jogador já cumpriu dois anos e nove meses.
Sua ex-mulher Dayanne Rodrigues, de 25 anos, denunciada por sequestro e cárcere privado do filho que o atleta teve com Eliza, no entanto, foi absolvida das acusações, por quatros votos a três. No entendimento dos jurados, ela ficou com a criança por coação.
 
O resultado da sentença que definiu o destino de Bruno saiu na madrugada desta sexta-feira (8), após quatro dias de julgamento. A juíza Marixa Fabiane Lopes, do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte, determinou a pena de 20 anos pelo homicídio, mas por ter apontado "Bola" como executor do crime, recebeu uma redução de três anos. Porém, um agravante aumentou a condenação em seis meses, totalizando 17 anos e seis meses em regime fechado pelo crime de assassinato. Também vai cumprir pena de 3 anos e três meses por sequestro e cárcere privado, além de 1 ano e seis meses por ocultação de cadáver, ambas em regime aberto. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.
 
O advogado Lúcio Adolfo, que representa o jogador, informou que irá recorrer da sentença já nesta sexta-feira. Ele contou que o atleta não esboçou reação ao saber da condenação.
 
Do Fórum de Contagem, o atleta seguiu algemado e escoltado para a Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, no mesmo município, onde já cumpre pena desde 2010. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que Bruno deverá permanecer detido no complexo.
 
Confissão e delação
 
O julgamento do ex-goleiro do Flamengo e do Atlético foi marcado pela confissão do atleta na quarta-feira (6), que confirmou, pela primeira vez, que Eliza Samudio foi assassinada. Além disso, ele surpreendeu ao contar que o executor da vítima foi o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola". 
 
Mesmo entrando em contradição por diversas vezes, Bruno contou com detalhes que Eliza Samudio foi esquartejada e teve seus restos mortais jogados para os cães do ex-policial. Ele não chegou a confessar que foi o mandante do crime, mas informou que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta.
 
Em seu depoimento, ele assumiu que se beneficiou da morte de sua ex-amante e confessou que poderia até ter evitado que ocorresse. "Não sabia, não mandei, mas aceitei", disse. Também jogou a responsabilidade do crime para cima de seu amigo e braço direito Luiz Henrique Romão, o "Macarrão".
 
Para o Ministério Público (MP), o jogador arquitetou a morte de Eliza para não ter de reconhecer o filho que teve com ela e nem pagar pensão alimentícia. O corpo da ex-amante do atleta, assassinada no dia 10 de junho de 2010, nunca foi encontrado. Além da ex-modelo, o MP sustenta que o goleiro tinha a intenção de matar Bruninho, o que não aconteceu por recusa de "Bola".
 
Julgamento
 
Apontado pelo goleiro Bruno como o assassino de Eliza Samudio, "Bola" irá sentar no banco dos réus para responder sobre o crime no dia 22 de abril deste ano. O julgamento será no mesmo Fórum de Contagem, também presidido pela juíza Marixa Fabiane Lopes. O ex-policial foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. 
 
Além dele, ainda serão julgados o ex-caseiro do sítio de Bruno, Elenilson Vítor da Silva, e o motorista do atleta, Wemerson Marques de Souza, o "Coxinha". Os réus respondem por sequestro e cárcere privado e vão a júri popular em 15 de maio.
 
Condenação
 
Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão", e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno, já foram julgados e condenados em novembro de 2012. "Macarrão" foi sentenciado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver. 
 
Já Fernanda vai responder por dois crimes: de sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e de seu filho, Bruninho, com pena de 2 e 3 anos respectivamente, ambas em regime aberto.
 
http://www.hojeemdia.com.br/especiais/caso-bruno/goleiro-bruno-e-condenado-a-22-anos-e-tres-meses-por-mandar-matar-eliza-dayanne-e-absolvida-1.98940

quarta-feira, 6 de março de 2013

Bruno assume que Eliza Samúdio morreu



Após negar por diversas vezes que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", tenha sido o executor de Eliza Samudio, o goleiro Bruno admitiu que foi o homem quem esquartejou sua ex-amante. 
 
A declaração foi dada às 17h40 desta quarta-feira (6), depois que o advogado Lúcio Adolfo perguntou se "Neném", contratado por Luiz Henrique Romão, o "Macarrão", seria o "Bola". Chorando, o atleta confirmou que sim e disse que não delatou "Bola" anteriormente porque tem medo dele. 
 
Ainda respondendo aos questionamentos de seu defensor, o atleta contou que se beneficiou da morte de sua ex-amante e que poderia ter evitado o crime.
 
Sobre a troca de advogados, o goleiro Bruno informou que Ércio Quaresma, que começou sua defesa logo após o crime e atualmente defende "Bola", deixou o caso para fazer um tratamento médico. Após conversar com o atleta, Quaresma teria garantido que voltaria a defendê-lo, mas depois recomendou que o goleiro contratasse os serviços de Cláudo Dalledone.
 
Questionado por Lúcio Adolfo porque Quaresma nunca mais retornou ao caso, Bruno disse que foi por opção de sua família.

http://www.hojeemdia.com.br/minas/apos-negar-varias-vezes-bruno-confessa-que-bola-esquartejou-eliza-1.98345

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Carta revela possível paradeiro do corpo de Eliza Samudio

 Sônia de Fátima de Moura, mãe de Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010, disse ter recebido uma carta que explica o local onde o corpo da filha estaria. Eliza foi amante do goleiro Bruno Souza, acusado de ter mandado matar a jovem.

De acordo com a carta, os restos da modelo estariam em um poço artesiano desativado no bairo Planalto, região norte de Belo Horizonte (MG). A mãe contou ao site UOL que a carta dá detalhes do local e como chegar lá, o que deu esperança de encontrar o corpo da filha.

Sônia recebeu o envelope quando foi a uma emissora de TV localizada na capital mineira, onde esteve nesta quarta (20). O envelope foi deixado para ela na recepção. O advogado José Arteiro Cavalcante, representante de Sônia, revelou que já havia recebido informações sobre esse poço desativado.

O goleiro Bruno, que recebeu liberdade condicional, e outros 7 réus vão a jurí popular acusados pelo desaparecimento de Eliza, ainda sem data definida. A polícia acredita que a jovem foi sequestrada com seu filho, no Rio, e levada para Minas Gerais. Depois ela foi mantida no sítio de Bruno até ser morta.

http://br.noticias.yahoo.com/carta-revela-poss%C3%ADvel-paradeiro-corpo-eliza-samudio.html

segunda-feira, 12 de março de 2012

Advogado do goleiro Bruno diz que Eliza Samudio está morta e Macarrão a matou

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O goleiro Bruno Fernandes de Souza, preso há um ano e oito meses sob acusação do desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio, vai dizer à Justiça que ela morreu e que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, seu ex-secretário, é o mandante do crime.

Essa é a nova versão que o ex-atleta do Flamengo irá sustentar, segundo seu advogado, Rui Caldas Pimenta. Ainda de acordo com o defensor, Macarrão agiu à revelia de Bruno.

Eliza Samudio, que teve um filho com o goleiro, está desaparecida desde junho de 2010. Há mais oito pessoas envolvidas. Entre elas, um primo adolescente do jogador, que já cumpre medida socioeducativa. O goleiro e os demais acusados aguardam julgamento.

A informação foi ao ar na estreia do "TV Folha", hoje, na Cultura. Leia a reportagem completa, de autoria do repórter Paulo Peixoto, amanhã na Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/1060283-advogado-do-goleiro-bruno-diz-que-eliza-samudio-esta-morta-e-macarrao-a-matou.shtml

Advogado do goleiro Bruno diz que Eliza Samudio está morta e Macarrão a matou

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço-direito de Bruno Fernandes,
matou Eliza Samudio, ex-amante do goleiro do Flamengo. A informação
atribuída ao advogado de Bruno, Rui Caldas Pimenta, foi divulgada neste
domingo (11) à noite pelo Portal UOL. Procurado pela reportagem, Pimenta
mandou dizer, por telefone, que não iria comentar neste domingo a
declaração.

Na nova versão que o ex-goleiro do Flamengo vai sustentar, de acordo
com Rui Pimenta, Bruno vai afirmar que Macarrão agiu por conta própria,
sem ele saber de nada.

Bruno está preso desde julho de 2010, na Penitenciária Nelson Hungria,
em Contagem, sob acusação do desaparecimento e morte de Eliza Samudio.
Segundo divulgou a “TV Folha”, ele vai dizer à Justiça que a ex-amante
morreu e que o amigo Macarrão é o mandante do crime.

Bruno foi denunciado por homicídio triplamente qualificado, sequestro,
cárcere privado, ocultação de cadáver e formação de quadrilha, corrupção
de menores e subtração de criança. Em caso de condenação, a soma das
penas varia de 36 a 49 anos. As acusações contra Luiz Henrique Romão, o
Macarrão, são idênticas.

Eliza Samudio, que teve um filho com Bruno, desapareceu em de junho de 2010.

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=343426

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Bruno pode ser solto

O Supremo Tribunal Federal recebeu nesta terça-feira o documento com informações sobre o caso Bruno que havia solicitado ao Tribunal do Júri de Contagem (MG) em dezembro. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, decidirá agora se o goleiro Bruno Fernandes deixará a Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Junto com o relatório, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues enviou cópia digitalizada da sentença de pronúncia. Na decisão, que determinou o julgamento pelo Tribunal do Júri, a magistrada afastou todas as preliminares suscitadas pelas defesas e afirmou que, apesar de até hoje o corpo ou os restos mortais de Eliza Samúdio não terem sido encontrados, "a materialidade do crime de homicídio é suficientemente indicada" pelas demais provas - oral, técnica e documental.

O relatório foi solicitado após o STF receber, em dezembro, um pedido de habeas-corpus de um advogado do Paraná, que não tinha procuração de Bruno. O documento foi apresentado à Corte com 90 páginas, formatação considerada incorreta pelo ministro Peluso, que não aprecidou o requerimento.

Os advogados constituídos pelo jogador solicitaram o arquivamento do pedido, alegando que o defensor paranaense estava desautorizado pelo réu. Em seguida, entraram com outro habeas-corpus requerendo que Bruno aguardasse em liberdade o julgamento pelo Tribunal do Júri de Contagem.

Na liminar, alegavam que houve nulidade absoluta no processo crime, tendo em vista "a patente deficiência da defesa técnica então constituída". Os advogados sustentaram ainda que o clamor público e a gravidade do delito não podiam justificar a prisão preventiva de Bruno, que além de "figura pública e notória", é réu primário com bons antecedentes.

O pedido foi indeferido pelo ministro Ayres Britto, presidente do STF em exercício na época. Ele considerou que a situação não evidenciava urgência, e determinou que fosse aguardado o recebimento das informações do Tribunal do Júri de Contagem.

TERRA

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Advogado: dizer que Macarrão matou por amor a Bruno é desespero

O advogado de Macarrão rebateu nesta sexta-feira as afirmações feitas pelo representante do goleiro Bruno, que havia dito que Macarrão poderia ter matado a estudante Eliza Samudio, então amante do atleta, por paixão ao atleta. Para Wasley César Vasconcelos, a afirmação de Rui Pimenta reflete desespero do defensor do jogador.

Vasconcelos disse que "Macarrão é homem, e que apesar de não ser casado legalmente, tem esposa e duas filhas". Para ele, as declarações feitas por Pimenta são "infelizes e foram feitas provavelmente em um momento de desespero. Afinal, se Macarrão tivesse mesmo ciúmes de Bruno e tivesse matado por amor a ele, Macarrão seria um dos maiores serial killer da história do Brasil, já que Bruno teve relacionamento e envolvimento amoroso com várias mulheres".
No processo, além de Eliza Samudio, que está desaparecida e é considerada morta pela polícia, há três mulheres com quem o goleiro teve ligação amorosa: Dayane Souza, ex-mulher; Fernanda de Castro, ex-namorada; e a dentista Ingrid Oliveira, sua atual noiva. Ainda conforme Vasconcelos, ele não vai tomar qualquer providencia jurídica contra o advogado Rui Pimenta e disse que aguarda a chegada do júri, que deve acontecer em março. Ainda de acordo com Vasconcelos, em novembro do ano passado foi solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de habeas-corpus para Macarrão - que ainda não foi julgado.
O advogado Rui Pimenta, que afirmou nesta semana que Macarrão poderia ter matado por amor, não foi encontrado para comentar as próprias declarações e as de Wasley César Vasconcelos. Um dos motivos que o levou a crer na tese de prova de amor é a tatuagem de Macarrão nas costas que, segundo o próprio Macarrão, é uma declaração de amizade a Bruno. Ele negou ser homossexual e disse que denunciou à administração da Penitenciária Nelson Hungria, onde está detido, e à Justiça, os presos que o chamaram de "bicha".
Pimenta também disse na ocasião acreditar que o goleiro possa ser libertado nos próximos dias. "Na véspera do recesso do Judiciário, em dezembro, entramos com um pedido de habeas-corpus em Brasília e acreditamos, com 99% de certeza, que Bruno sairá e voltará a jogar no Flamengo, já que ele tem se preparado fisicamente para isso. É um rapaz jovem, de bom porte físico, atleta, e conta com todas as condições de exercer a profissão", afirmou Pimenta.


PORTAL TERRA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CASO BRUNO - Macarrão é gay?

 

Advogado diz que goleiro Bruno e Macarrão tiveram relacionamento homossexual

Atualizado em : 09/07/2012

O advogado Rui Pimenta, defensor do goleiro Bruno Souza, afirmou que
seu cliente e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, tiveram um relacionamento
homossexual e uma carta supostamente escrita pelo goleiro e endereçada
ao amigo seria, na verdade, uma forma de colocar um ponto final no
relacionamento entre os dois. Ambos estão presos acusados pela morte de
Eliza Samudio, ex-amante de Bruno, e vão a júri popular, ainda sem data
marcada, junto com outros seis réus.

A revista Veja trouxe reportagem
neste fim de semana afirmando que a carta seria um pedido do goleiro a
Macarrão para que ele assumisse o assassinato de Eliza, desaparecida
desde junho de 2010.

Apesar de ter contestado neste domingo (8) a veracidade da
correspondência, Pimenta revelou que, caso seja verdadeira, a carta foi
feita com uma razão distinta da que foi reproduzida pela revista.

Segundo a reportagem, o conteúdo da correspondência sugere que o
goleiro, com o envio da carta, coloca em prática uma estratégia
intitulada de “plano B”, sendo que o “plano A” era negar a autoria da
morte da jovem, o que os réus sempre afirmaram até o momento. A carta,
de acordo com Veja, foi interceptada por um agente da penitenciária de
segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), onde os dois estão
presos, e Macarrão não chegou a ter acesso a ela.


“Desde que eu entrei no caso, eu entendi que existe ali um espírito de
homossexualidade. Me parece que a carta leva para isso. O plano B não
seria o plano de que o Macarrão viesse a assumir.  Não tem sentido”,
afirmou Pimenta.


Segundo Pimenta, o que reforçaria sua tese versando sobre o término do
suposto relacionamento entre os dois seria uma menção feita no texto a
um hipotético vídeo gravado por Eliza que conteria imagens de orgia
entre os três. Veja descreve que a existência do material teria sido
confirmada por amigos próximos de Bruno. Ainda conforme o texto, Eliza
ameaçava divulgá-lo. “Só por esse fato, de ela ter um vídeo onde os três
aparecessem fazendo sexo juntos, já é a prova material da
homossexualidade”, afirmou o advogado.

Ciúmes


Pimenta voltou a afirmar que Macarrão teria sido o mentor do
assassinato de Eliza por sentir ciúmes da relação entre ela e Bruno.
“Ela foi morta por ciúmes e foi levada para ser morta pelo Macarrão”,
afirmou.

A tese vem sendo defendida por Pimenta desde que ele assumiu a defesa de Bruno.

Segundo o advogado, Eliza estaria ameaçando tomar um lugar que “pertenceria a Macarrão”.

De acordo com a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 pelo
ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em sua casa, localizada
na cidade de Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Procurado pelo UOL, o advogado Leonardo Diniz, defensor de Macarrão, afirmou que não comentaria a reportagem de Veja nem as afirmações de Pimenta.


http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/07/09/advogado-diz-que-goleiro-bruno-e-macarrao-tiveram-relacionamento-homossexual.htm

Advogado: Macarrão pode ter matado Eliza por amor gay a Bruno



O novo advogado do goleiro Bruno Fernandes, Rui Pimenta, afirmou que seu cliente é inocente e disse que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pode ter matado a ex-amante do atleta Eliza Samúdio por amor homossexual a Bruno. Conforme Pimenta, o crime seria uma prova de amor de Macarrão e para se confirmar, é "necessária uma avaliação feita por psiquiatras forenses".
Um dos motivo que levou o advogado a acreditar na tese de prova de amor foi a tatuagem de Macarrão nas costas que, segundo o próprio Macarrão, é uma declaração de amizade a Bruno. Ele negou ser homossexual e disse que denunciou à administração da Penitenciária Nelson Hungria, onde está detido, e à Justiça, os presos que o chamaram de "bicha". A declaração foi dada em depoimento ao deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas e que esteve na penitenciária para apurar a denúncia de que Macarrão estaria ameaçado de morte.
O advogado disse acreditar que o goleiro possa ser libertado nos próximos dias. "Na véspera do recesso do Judiciário, em dezembro, entramos com um pedido de habeas-corpus em Brasília e acreditamos, com 99% de certeza, que Bruno sairá e voltará a jogar no Flamengo, já que ele tem se preparado fisicamente para isso. É um rapaz jovem, de bom porte físico, atleta, e conta com todas as condições de exercer a profissão", acredita Pimenta. A reportagem do Terra entrou em contato com os advogados de Macarrão, mas não obteve resposta.

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5555274-EI5030,00-Advogado+Macarrao+pode+ter+matado+Eliza+por+amor+gay+a+Bruno.html


O caso Bruno

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.
Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.
No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.
No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.
No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

sábado, 24 de setembro de 2011

Advogado do caso Bruno quer ser candidato


O ex-advogado do goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, filiou-se ao PV de Belo Horizonte com o objetivo de disputar uma vaga na Câmara Municipal nas eleições do ano que vem.


Quaresma deixou a defesa do jogador, acusado de matar Eliza Samudio, para se tratar contra a dependência em crack - o vício chegou a lhe custar três meses de afastamento do rol da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no fim de 2010. A experiência, de acordo com ele, será sua principal plataforma de campanha.


"Da minha parte, a candidatura já está confirmada, mas ainda depende da convenção do partido. A proposta está em andamento, e o foco é a prevenção contra o uso de drogas e o apoio aos dependentes", explicou.


O advogado não crê que a associação de sua imagem à dependência química possa prejudicar o desempenho nas urnas. "Meu tratamento terminou, estou recuperado. Vou mostrar essa minha história de superação".


Após o tratamento, Quaresma voltou ao caso Bruno, mas como defensor do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza.


Presidente do diretório, o deputado estadual Délio Malheiros confirmou a filiação do advogado. "Ele tem como bandeira a prevenção às drogas, que é bem-vinda. Recebemos as propostas, e todas elas serão submetidas à convenção", afirmou.


Malheiros ainda minimizou as polêmicas envolvendo o caso Bruno. "Esse é o trabalho dele. Ele é um excelente advogado, e não podemos misturar uma coisa com a outra", declarou.

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=183232,OTE